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OKR COMO GESTÃO DE STARTUPS – CONDIÇÃO DE SOBREVIVÊNCIA

Esses novos empreendimentos dependem sobretudo de serem bem gerido para sobreviver e crescer.

Via de regra a organização conhecida como startup tem o desenvolvimento ou a extinção muito rápidos. Muitos neurônios têm sido ativados por essas jovens iniciativas de negócios e muito tem se escrito para se pensar no desempenho delas. No momento existe um senso comum de que a gestão é o grande gargalo da vida ou morte dessas jovens notáveis. Eu penso que qualquer empreendedor que mire em processos rápidos e associados a tecnologia deve pensar como fazer o mais inteligente, para preservar a vida e fazer crescer esses negócios que são fantásticos quando atingem seus resultados sonhados.

A administração moderna desde o século passado mirou na gestão por objetivos, como um processo de vincular a estratégia das empresas aos objetivos elaborados e precisos que promovem a descentralização do gerenciamento, desenvolvendo o perfil do funcionário com bastante autonomia para exercitar seu talento. Foram vários sistemas, todos com suas vantagens e, na medida que foram sendo usados, também revelaram suas falhas. MBO, BSC, hoshin, etc. Esses métodos realmente deram grandes resultados, fazendo com que grandes empresas com muitas unidades espalhadas geograficamente, com multidões de funcionários em diversas funções conseguissem manter os sistemas vivos e inteligentes. São grandes cases e admiráveis resultados. Esses métodos foram usados como dragas de ouro, acumulando fortunas em resultados fantásticos. Porém, quase todos eles começaram a dar sinais de fadiga depois de algum tempo.

Foram muitas as contradições apresentadas na história desses processos que são válidos, e continuam sendo empregados, mas como tudo que é inventado podem ser aperfeiçoados. Falando nos três que citei, o hoshin, como a sigla indica vem do Japão, e entre muitos significados pode ser resumido como desdobramento estratégico ou bússola. Pra começar esse tem muitos significados, ou seja, exige muita literatura. O método nipônico mostrou-se excelente menos pelo fato de ser excessivamente detalhista, o que acaba por ser uma prática tediosa, que até na sua origem cultural é rejeitado por isso. BSC foi também relacionado como um complicado sistema de planejar. MBO é o mais destacado dessa linhagem e é muito questionado por amarrar os objetivos a qualificações subjetivas e por isso travar o processo.

OKR tem sido agora mostrado como a direção mais simples e clara em termos de gestão por objetivos, ou seja, um desenvolvimento natural desses processos que já vem sendo desenvolvido há muito. Nascido no fim do outro século na Intel, OKR foi introduzido na empresa Google quando seu negócio, o site, tinha menos de um ano de idade. Parece que essa metodologia realmente é o resultado lógico dessa linha evolutiva de administração por objetivos. E a Google tem sido a grande vitrine do OKR que logo contagiou todo o Vale do Silício, sendo usado por muitas empresas que compõem nosso dia a dia na internet.

Objetivos e resultados chave (Objectives, Key-results) é a tradução do nome e também o resumo de tudo que ele é. Objetivos que alinhem todos na numa mesma direção, com medição de resultados chave. Essa é a síntese do método que revolucionou aquelas que foram grandes startups e hoje são corporações gigantescas com presença no mundo inteiro, presentes na vida de todos de uma forma intensa.

É genial porque é simples, mas isso certamente o OKR traz detalhes que compõem a obra prima de genialidade. Os objetivos devem ser ostensivos, incluindo os setoriais e pessoais são requisitos. E isso não é feito para intimidar mas para fazer todos participarem da mesma aventura. Esses objetivos também devem envolver os anseios criativos e profissionais de todos na organização.

Aí, nesse ponto temos que pensar em dois perfis de gestores o chefe e o líder. O chefe comanda com presença forte e pressão hierárquica, ele tem um perfil militar que muitas vezes usa as emoções dos membros da equipe para empurrá-los com dor, pois ele é um estrategista de ordens e pegada forte. Já o líder ele sabe que as emoções são muito importantes, exceto a raiva (alguns até incluem esse sentimento como combustível do processo), e principalmente os talentos que devem render bastante quando seus donos são bem envolvidos, ou seja esse perfil de gestor mira com sensibilidade no comportamento, por isso ele usa muito o que tem se chamado de gatilhos emocionais.

Os OKR foram pensados para tirar o peso dos gestores e envolver toda a equipe. Com um processo de planejamento simples que dispensa arroubos de rigidez ou psicologismo, ele procura descobrir qual devem ser os principais objetivos que vão empurrar a empresa ou o negócio para o sucesso. Os objetivos são poucos, mas devem ser absolutamente empolgantes, especialmente subjetivos pois as coisas devem ser qualificadas para empolgar a todos. A medição fica por conta dos resultados chave.

Os OKRs não devem ser usados para promoções ou bônus pois pode tirar a clareza e a simplicidade do método, mas certamente será consultado para fazer essas operações. E é sobre o bônus que se tem discutido ser o resultado de preguiça de planejamento das startups como maneira de simplificar tudo nisso. Mas como isso interfere? O problema de vincular o bônus com os resultados pode provocar um conflito de interesses dos objetivos dos funcionários ou com os da empresa, e na prática isso fica muito complicado, o que impede de motivar o comportamento das pessoas.

Esses são alguns aspectos desse processo que estamos experimentando e aprovando por demais como uma excelente prática. Nosso país é novo e imenso, por isso precisa de empresas inteligentes com empresários talentosos e criativos para conseguir fazer o bem que deve!

Quer saber mais sobre OKR? Entre no site http://www.metodologiaokr.com.br e aguarde as novidades!

okr